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    Menina de Lord Kronus
     


    Cera

     

    Ela não tinha vontade, mas foi. O jantar seria breve. Lhe prometeram isto. Em uma mesa de dez lugares, próxima a porta da cozinha do restaurante, ela olhava desatenta o movimento de garçons. Todos falavam a sua volta e pareciam se divertir com isto, mas ela não prestava atenção. Na mesa ao lado um casal confidenciava seu amor aos sussurros e sorrisos. Os olhos falavam. As bocas por vezes se tocam em doces e suaves beijos. Ela queria estar assim. Desejou como nunca ser ela a personagem daquela história. Queria seu homem. Queria estar longe dali.

    Sobre a mesa do casal uma vela acesa tinha a chama tremulando. Lentamente uma gota de cera escorreu pela vela. Aquilo fez sua pele arrepiar. Ela não pode conter o suspiro ao lembrar da cera pingando em seu sexo, ardendo, queimando, lhe enchendo de tesão. Fechou os olhos buscando mais nas lembranças. Era como se necessitasse reviver aquilo. Estava molhada e comprimia suas coxas sentindo seu sexo latejar. Não havia como suportar e naquele momento, sem pedir licença ou explicar, ela correu para a rua. Precisava da chuva que caía, precisa do vento frio tocando seu corpo, do cabelo molhado colando em seu rosto. Precisava dele, precisava... Encostada na parede de um beco qualquer, ela se permitiu tocar. Se esfregou na ânsia de aplacar o desejo, de saciar seu tesão de puta. E assim gozou sozinha, mas com a certeza de que isso foi para ele. De que isso, mesmo que sem saber explicar como, foi com ele.  



    Escrito por alanaLK às 22:56
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    Ditado SM

     

    Manda quem pode, obedece quem tem juízo e amor à bunda



    Escrito por alanaLK às 13:34
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    Dor

     

    Não é apenas o gostar da dor. É mais do que isto. É o gostar daquilo que ela provoca em mim ao se tornar um misto de prazer e medo. Ao aguçar meus sentidos, ela liberta meus desejos. E se em mim ela se faz grito, Nele ela ressoa como música. É me sentindo arder que vejo crescer o brilho de satisfação nos olhos de quem amo. A dor então ganha formas. Em mim ela se desenha nas marcas vermelhas, em relevo, que brotam na pele branca. Nele, ela se estampa no sorriso sádico. De tão intensa já se fez vício. De tão necessária suplantou o fetiche, se mesclou com o amor e me escravizou para sempre.  



    Escrito por alanaLK às 13:09
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