Tô dodoí

Gripada... Ou falo ou respiro, tenho ondas de frio e calor, meus olhos lacrimejam, meu corpo dói, a tosse não me deixa, espirro o tempo todo, acho que a febre cedeu, mas não tenho certeza. Diante do espelho só me vem à mente a imagem do Rudolph – a rena de nariz vermelho do Papai Noel – só que em fase pré-terminal. Resumindo, estou um lixo.
O médico disse que com o antibiótico, antiinflamatório, xarope para tosse e comprimido para dor e febre, ressuscito em três dias. Bom, se eu não morrer no segundo, quem sabe funciona. Já deitei para ver se melhoro, mas é colocar a cabeça no travesseiro e meu nariz entope. Ah é, esqueci do tal remedinho pra fazer nariz funcionar. Ele dá jeito, mas só se eu ficar sentada ou em pé. Porra, alguém sabe como dormir assim??? Como não sou muito de aturar TV vou guardar minha paciência televisiva para a noite. Daí estar aqui escrevendo, já que mais nada me resta. Computador à noite, nem morta! Vocês não imaginam o frio que é aqui na minha sala.
O mais legal é meu telefone tocando. Pessoas queridas querem saber se eu ainda estou viva. Quando atendo vem sempre o comentário super encorajador: “Nossa que voz horrível”.
E as receitas??? Não, isto quase que merece um texto a parte. “Toma sopa de fubá com alho. Tem de quer bem quente. Coloca junto um ovo e pimenta”. Definitivamente, querem me ver sob sete palmos de terra! E aquelas de chá... Limão, gengibre, mel e alfavaca. Tem também: guaco, limão, folha de pitangueira e romã. Ou ainda: cardo-santo (juro que me disseram chamar isto. Mandei até soletrar), melissa, erva-cidreira e guaco. Como dizem que receita caseira é infalível, acho que vou juntar todas, preparar um chá quente (não fervendo) e fazer um escalda-pés. Como tomar isto não dá, pelo menos resolver parte do meu problema.
Ou, melhor ainda. Escrevo uma carta de despedida pro Dono, peço coroa de flor e mando uma foto minha assim (de óculos escuro, prá não assustar muito) e digo que preciso urgente dele aqui. Sabe como é? Aquela do tipo: aqui quase jaz uma cadelinha. Depois é esperar. Dono, cama, carinho e cuidados, deve fazer mais efeito do que tudo isto que já citei. E se não resolver, pelo menos morro feliz.
Escrito por alanaLK às 17:18
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Ela

Sim, ela é muito parecida com a flor.
Delicada. Apreciada. Uma obra de arte, eu diria.
Nome? Ah, ela tem muitos. Alguns horríveis, que não fazem jus a sua generosidade, outros engraçados e outros tantos carinhosos. Mas que importa? O melhor nome é aquele sussurrado entre gemidos, quando é solicitada de forma quase suplicante.
E atenção! Não é chegar e ir usando. A coisa tem de ser feita com jeito. Antes de qualquer brincadeira ela gosta de ser acariciada, alisada como gata manhosa, ser toda lubrificada com seu próprio mel. Depois explorada pela língua, ser estimulada em ritmos e movimentos diversos. Chupada com suavidade e sugada com paixão. Isto requer habilidade e disponibilidade de tempo.
Penetra-la é mergulhar no mais íntimo sentimento. E quando ela gosta, passa a exibir seus dotes. Ah... Algumas são pompoaristas (rs...)
Imprescindível lembrar que se o “antes” é importante, o “depois” é fundamental. Nunca, jamais, em tempo algum a abandone após o ápice do prazer. Permita que ela o sinta relaxar, que sinta o delicioso misturar de gozos escorrendo morno e assim vertendo para os lençóis. Neste delirante momento lhe dê somente um beijo – suave, agradecido e terno. Faça-lhe uma carícia de leve e sabia: o coração pode esquecer alguém, já ela, quando bem amada, não se esquecerá jamais.
Escrito por alanaLK às 23:10
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Maio

Vertigo deu a idéia e eu apimentei.
Viva o mês das noivas!!!
( http://vertigo-vertigo69.blogspot.com/2008/05/maio.html )
Escrito por alanaLK às 13:15
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